Para famílias
Atualizada em 2026-09-17
Para pais, responsáveis e adolescentes
Esta página existe por obrigação legal (art. 16 da Lei 15.211/2025, o ECA Digital) e por convicção: quem cuida de um adolescente tem o direito de saber o que este aplicativo faz, quais riscos nós mesmos enxergamos nele e o que construímos contra cada um — antes de instalar qualquer coisa.
Ela está escrita para ser lida por adulto e por adolescente. Se algo não estiver claro, escreva para a gente — o endereço está no fim.
O que a Cabana é — e o que ela não é
A Cabana é um aplicativo de autocuidado: a pessoa escolhe uma criatura — uma capivara, um bicho-preguiça ou uma raposa-do-deserto — e cuida de si cuidando dela. Metas pequenas, registro de humor se quiser, uma casa que muda com o dia.
O que ela não é: não é rede social. Não tem chat, não tem conversa com estranhos, não tem feed, não tem curtida, não tem ranking, não tem como comparar uma pessoa com outra. Ninguém vê o que o seu filho escreve — nem nós (a seção de resumo, abaixo, explica como isso é possível tecnicamente).
Também não é terapia nem substitui acompanhamento profissional — e o app diz isso com todas as letras onde importa.
Os riscos que nós mesmos identificamos
Todo aplicativo que acompanha o dia de alguém tem riscos. Estes são os que levamos a sério aqui, escritos sem rodeio:
Conteúdo emocional. O app convive com dias difíceis — é para isso que ele existe. O risco seria ele cobrar, culpar ou dar conselho errado numa hora frágil.
Intimidade do que se escreve. Diário e humor são dados sensíveis. O risco seria alguém — inclusive nós — poder ler.
Dinheiro. Existe uma assinatura opcional. O risco seria um adolescente gastar sem ninguém saber.
Tempo de tela. Qualquer app pode virar mais um lugar que prende. O risco seria este aqui ser desenhado para isso.
O que construímos contra cada um
Contra a cobrança: a criatura nunca pune, nunca culpa, nunca cobra presença. Não existe sequência de dias para manter nem castigo por sumir — isso é regra de engenharia com teste automático, não promessa. Cada frase que a criatura diz foi escrita e revisada por gente, uma a uma, com registro de origem; nenhum texto é gerado por inteligência artificial na hora.
Contra a exposição: o que se escreve fica no aparelho, cifrado com uma chave que nunca sai dele. Com conta e sincronização ligadas, o que sobe é o texto já embaralhado — ilegível para nós e para qualquer um. Não existe anúncio, não existe venda de dado, não existe análise do humor de ninguém.
Contra o gasto escondido: toda compra passa pela loja do celular (Google Play), que tem os controles parentais dela — inclusive exigir aprovação do responsável para cada compra. Não existe compra de resultado aleatório (as chamadas caixas de recompensa), em hipótese nenhuma.
Contra a prisão de tempo: o app foi desenhado para mandar embora. A aventura recompensa o tempo LONGE da tela; as notificações são três tipos, todos desligáveis em um toque: uma de manhã, uma quando a criatura volta, e os lembretes de horário das metas que a própria pessoa marca (nunca mais de seis por dia); e quem está indo bem recebe MENOS do app, não mais. Se a pessoa some, o app pergunta menos, nunca insiste.
E se um dia difícil aparecer no que a pessoa escreve, o app oferece — na hora, sem julgamento e sem guardar o texto — o caminho para linhas de apoio de verdade. Essa oferta não bloqueia nada e não vira registro sobre a pessoa.
Compras, por dentro
O essencial da Cabana é grátis, para sempre: criar a criatura, as metas, o registro do dia, o recurso de apoio. A assinatura destrava extras — criaturas adicionais, itens, jornadas.
O pagamento acontece na loja do celular, nunca dentro do nosso app — o que significa que os controles parentais da loja valem integralmente: aprovação de compra, senha, limite. No Brasil, a própria loja exige consentimento do responsável para menores baixarem aplicativos.
Preço e período aparecem por extenso antes de qualquer confirmação, e cancelar é um fluxo da loja, sem labirinto nosso no meio.
Idade mínima e conta
A Cabana é para maiores de 14 anos.
Conta é opcional e serve para uma coisa: sincronizar entre aparelhos. Sem conta, o app funciona inteiro e nada sai do telefone. O fluxo de criação da conta pergunta a idade e o país — e abaixo da idade de consentimento do país, a conta simplesmente não se cria (o app continua funcionando inteiro sem ela).
Hoje não há ferramentas de supervisão dentro do app. As compras passam pela loja (Google Play), que tem os controles de família dela; o tempo de uso é o que o próprio sistema mostra. Se e quando existirem ferramentas nossas, esta página muda antes de elas chegarem.
Resumo público do relatório de impacto
A lei manda avaliar riscos por escrito e publicar um resumo em linguagem clara (Decreto 12.880/2026, art. 47). O nosso, honesto:
O aplicativo funciona inteiro sem conta: o que você escreve fica no seu aparelho, cifrado, e não é enviado a lugar nenhum. Nós não conseguimos ler — nem queremos. Se você criar uma conta para sincronizar, o que sobe é o texto já embaralhado no seu aparelho; no servidor, o diário e o humor são um bloco ilegível. O que o servidor sabe: o e-mail da conta, que o app foi usado e quando. O que ele não sabe: o que você sente ou escreve.
Avaliamos dez riscos — de vazamento a uso compulsivo — e nenhum ficou alto depois das medidas. Os três que ficaram médios têm trava de engenharia: o estado perigoso não consegue existir em produção. O relatório completo fica à disposição da autoridade, sob requisição.
Conta parada por 700 dias recebe aviso por e-mail; um mês depois, é apagada de verdade. Apagar antes é um botão dentro do app — ou por este site, sem reinstalar nada.
Falar com a gente
Dúvida, preocupação ou pedido sobre o seu filho ou sobre os seus dados: [email protected]. Uma pessoa lê e responde.
ALC Intermediação e Representação Ltda. · CNPJ 66.279.691/0001-12 · Brasília/DF, Brasil.